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Amazônia, Paraisópolis e Milão: colaboração  leva artesanato ancestral brasileiro ao cenário internacional da moda  

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Amazônia, Paraisópolis e Milão: colaboração  leva artesanato ancestral brasileiro ao cenário internacional da moda  

DOTZ, Instituto Costurando Sonhos, Instituto Tucunaré e artesãos da Ilha do Marajó apresentam um projeto colaborativo baseado no artesanato ancestral brasileiro, impacto social e design contemporâneo, que será apresentado em Milão durante a Semana de Moda de setembro 2026, na  WHITE Milano e no showroom da marca.

O projeto reúne artesãos da Ilha do Marajó, na região amazônica brasileira, o Instituto Costurando Sonhos, da comunidade de Paraisópolis, em São Paulo, e a  DOTZ, em uma troca criativa centrada em herança cultural, artesanato e luxo contemporâneo.

A colaboração é inspirada em símbolos artísticos e grafismos ancestrais marajoaras documentados pelo sacerdote e pesquisador italiano Giovanni Gallo, cujo trabalho ajudou a preservar importantes referências visuais do legado cultural do Marajó ao longo de décadas de pesquisa na região amazônica.

Nesta semana, Suéli Feio responsável pelo Instituto Costurando Sonhos,  Rodrigo Doxandabarat, co-fundador da DOTZ, e Gilson Rodrigues, fundador do G10 Favelas e da Academia da Prosperidade e da Vida viajarão para Belém e para a Ilha do Marajó para encontrar os artesãos locais e desenvolver de forma colaborativa uma série de estampas exclusivas em block print e bordados tradicionais, que posteriormente serão aplicados aos calçados e acessórios da DOTZ.

O projeto combina diferentes camadas do artesanato brasileiro e inclusão social.

Os artesãos da Ilha do Marajó irão desenvolver tecidos artesanais em block print e bordados inspirados na linguagem visual ancestral marajoara. A Costurando Sonhos, iniciativa baseada na comunidade de Paraisópolis, focada em capacitação profissional, ensino de costura e geração de renda para mulheres, coordenará parte do processo produtivo e produzirá componentes selecionados dos calçados, incluindo tassels e acessórios têxteis.

A DOTZ contribui com direção criativa, algodão agroecológico e o desenvolvimento de formas e silhuetas que reinterpretam essas técnicas artesanais através de uma perspectiva contemporânea e internacional da moda.

Mais do que uma colaboração, o projeto propõe um diálogo entre diferentes territórios brasileiros, identidades e formas de conhecimento, conectando a Amazônia, as comunidades urbanas de São Paulo e o cenário internacional da moda através do artesanato e da narrativa cultural.

Jornalista e fundadora do Potência Periférica, atua com comunicação periférica há mais de 11 anos, iniciou o trabalho em Paraisópolis com assessoria de imprensa e produção cultural.

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