Mostra leva cinema brasileiro gratuito às periferias de São Paulo até 29 de abril
Projeto ocupa CEUs e espaços culturais com sessões e oficina audiovisual voltadas a diferentes públicos
A mostra Cinema Brasileiro nas Periferias segue com programação gratuita em São Paulo até o dia 29 de abril, levando sessões de filmes nacionais a unidades dos CEUs e outros espaços culturais da cidade. A iniciativa também inclui uma oficina de produção audiovisual com celular, ampliando o acesso e a formação em territórios que historicamente têm menos acesso a salas de cinema.
Com exibições realizadas em espaços do circuito público de cultura, o projeto aposta na circulação do cinema nacional fora dos grandes centros tradicionais. A proposta é aproximar o público das produções brasileiras em um momento em que o audiovisual do país ganha cada vez mais visibilidade dentro e fora do Brasil.
Programação para diferentes públicos
A curadoria reúne títulos voltados tanto ao público infantil quanto adulto. Para crianças e famílias, estão na programação o live-action Princesa Adormecida, estrelado por Maisa Silva, além das animações Abá e Sua Banda e Historietas Assombradas: O Filme, que exploram fantasia, humor e linguagem acessível para o público mais jovem.
Já para o público adulto, a mostra traz obras que dialogam com o cotidiano urbano e questões sociais. Entre os destaques estão Saneamento Básico, o Filme, dirigido por Jorge Furtado e estrelado por Wagner Moura e Fernanda Torres, além de Saudosa Maloca e do documentário Adoniran, Meu Nome é João Rubinato, que resgatam a memória da cidade e temas como moradia e pertencimento.
Cinema como encontro e formação
Além das exibições, a programação inclui uma oficina de audiovisual com o produtor Leandro Cuin, focada na produção de vídeos com celular. A proposta é incentivar a criação e ampliar as possibilidades de expressão por meio do audiovisual nas periferias.
Segundo o curador da mostra, o produtor cultural Cassio Pardini, a iniciativa busca resgatar o papel coletivo do cinema. “Quando a tela se acende no meio da comunidade, o cinema volta à sua vocação original, ser um espaço coletivo de imaginação, reflexão e pertencimento”, afirma.
Realizada pela Associação Raiz em parceria com a Spcine, a mostra transforma equipamentos públicos em pontos de encontro cultural, fortalecendo o acesso ao cinema nacional e promovendo a ocupação cultural dos territórios.



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