No Dia dos Povos Indígenas, falar dos nossos ancestrais é, falar de quem sempre esteve aqui
Por Renato Rosas – Biomédico, Artista e empreendedor sócioambiental
No Dia dos Povos Indígenas, falar dos nossos ancestrais é, falar de quem sempre esteve aqui. O povo indígena do Brasil não pode ser apenas figurante da história, ele tem protagonismo de um modelo de vida que o mundo tentar compreender cada vez mais.


A OCAS G10 favelas nasce exatamente dessa dinâmica: entre favela, floresta e futuro. A Amazônia, território de arte, bioeconomia e saber ancestral, caminha junto com o saber dos povos indígenas. No Pará, temos aprendido que desenvolvimento não é destruir para crescer, mas regenerar para permanecer.
Infelizmente ainda vemos manifestações indígenas recorrentes no estado do Pará, mas elas também são cultura viva. São tecnologias de pessoas indígenas que entendem de sistemas de produção, cura, alimentação e organização social que sustentam nossa floresta em pé há mais de 500 anos, é uma inteligência que precisa estar no centro de qualquer política ou evento climático.


No centro do estado do Pará podemos conectar com aldeias como os TeneteharaTembé do Alto Rio Guamá e outras comunidades, com eles, entendemos que o impacto não está em levar soluções prontas, mas em construir caminhos juntos o caminho da sustentabilidade, onde o protagonismo é deles.
Este artigo trás essa visão para dialogar diretamente com o movimento Potência de Favela, onde Francisca Rodrigues, que reposiciona as periferias como centros de inovação, economia e cultura já esteve diversas vezes na Amazônia e viveu a potência das “favelas do Pará” onde pulsa o grafismo indígena, pula a gastronomia ancestral do tucupi, do tacacá, da farinha baguda, a favela onde moram os povos indígenas não é carência, é potência. Toda Amazônia é assim também.
Assim como em Paraisópolis, onde a comunicação transforma narrativa em oportunidade, na Amazônia, os povos indígenas transformam floresta em valor, sem destruí-la, essa não é só uma nova tendência, é sobrevivência.
Hoje, mais do que homenagear, é preciso reconhecer que não existe futuro sustentável sem os povos indígenas que não existe justiça climática sem território que não existe inovação sem ancestralidade.
O que estamos construindo na Amazônia é um novo modelo: onde favela, aldeia e periferia global se conectam como solução para o planeta.
Porque no fim, a pergunta não é como salvar os povos da floresta é: será que estamos prontos para aprender com ela?



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