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Cesta básica sobe em todas as capitais e aumenta pressão no orçamento das famílias

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Cesta básica sobe em todas as capitais e aumenta pressão no orçamento das famílias

Alta dos alimentos afeta principalmente moradores das periferias, onde renda já é comprometida por gastos essenciais

O preço da cesta básica voltou a subir em todas as capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, segundo levantamento divulgado nesta semana. A alta reforça a pressão no orçamento das famílias e evidencia uma realidade já sentida no cotidiano: fazer compras está cada vez mais caro.

De acordo com os dados do Dieese, as maiores altas foram registradas em Fortaleza (5,07%), Recife (4,08%) e Campo Grande (3,61%). Já as cestas básicas mais caras do país estão em São Paulo, onde o conjunto de alimentos chegou a R$ 909,25, seguida por Florianópolis (R$ 858,20) e Rio de Janeiro (R$ 847,99).

Entre os produtos que mais puxaram os preços para cima estão café, tomate, arroz, carne bovina e leite integral.

Compra do mês vira compra da semana

Nas periferias, o impacto costuma ser mais imediato. Com grande parte da renda comprometida por despesas básicas, muitas famílias têm mudado a forma de consumir para conseguir equilibrar as contas.

A tradicional compra do mês vem sendo substituída por compras menores feitas ao longo da semana ou até diariamente. Também aumentou a procura por marcas mais baratas, promoções e estabelecimentos com preços mais acessíveis.

Além das famílias, pequenos comerciantes também sentem os efeitos da alta. O aumento no custo dos fornecedores, somado à redução do poder de compra dos clientes, acaba diminuindo as margens de lucro e afetando diretamente os negócios locais.

Salário mínimo segue distante da realidade

O Dieese calcula mensalmente quanto deveria ser o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas. Segundo o levantamento mais recente, o valor necessário deveria ser de R$ 7.398,94, mais de quatro vezes o salário mínimo atual.

O estudo também aponta que um trabalhador remunerado pelo piso nacional compromete, em média, mais de 50% do salário apenas com alimentação básica em algumas capitais do país.

Inflação desacelera, mas preços continuam altos

Mesmo com a desaceleração da inflação nos índices econômicos gerais, os preços dos alimentos continuam elevados. Na prática, isso significa que os produtos seguem caros, apenas deixando de subir no mesmo ritmo dos últimos anos.

Para quem vive nas periferias, a percepção econômica continua diretamente ligada ao preço do arroz, do café, da mistura e dos itens básicos dentro de casa.

Enquanto os indicadores apontam melhora gradual na economia, a ida ao mercado ainda segue como um dos principais retratos da dificuldade financeira enfrentada por milhões de brasileiros.

Com mais de 12 anos de experiência em comunicação, é formada em jornalismo e carrega habilidade em diversas áreas, incluindo redação, mídias digitais, produção e cobertura de eventos, além de fundadora do LazCult. Apaixonada por escrever, explorar novos aprendizados, assistir a bons filmes ou seriados e ler livros que a façam viajar sem sair do lugar.

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