Carregando agora

Observatório de Desinformação e Intolerância amplia ações de educação digital e proteção de crianças e adolescentes

Destaque

Observatório de Desinformação e Intolerância amplia ações de educação digital e proteção de crianças e adolescentes

Iniciativa reúne pesquisas, jogo educativo e curso gratuito para escolas sobre ECA Digital, desinformação e segurança no ambiente online

O Observatório de Desinformação e Intolerância amplia sua atuação com um conjunto de ações voltadas à educação digital e à proteção de crianças e adolescentes. A iniciativa reúne pesquisas acadêmicas sobre o ECA Digital e o ciberbullying, o Jogo do Beco, ferramenta educativa voltada ao enfrentamento do bullying, e um curso de extensão gratuito para escolas, destinado à formação de professores e gestores sobre proteção no ambiente digital, desinformação e crimes praticados pela internet.

As ações têm em comum a proposta de aproximar a produção científica da realidade das escolas e da sociedade, oferecendo conhecimento e ferramentas para compreender os desafios relacionados ao uso das tecnologias e às novas formas de violência e circulação de informações nas redes.

O Observatório é um projeto de pesquisa iniciado em junho de 2025, com financiamento do CNPq e vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Paulista (UNIP). Coordenado pela Profa. Dra. Carla Montuori Fernandes, bolsista de produtividade do CNPq, o projeto reúne pesquisadores de diferentes instituições, em uma colaboração que envolve também a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Federal de Lavras (UFLA).

A iniciativa monitora e analisa a circulação de narrativas desinformativas, negacionistas e discursos de intolerância em plataformas digitais, com o objetivo de produzir conhecimento, construir um banco de dados unificado, contribuir para estratégias de letramento digital e subsidiar políticas públicas de enfrentamento à desinformação e à intolerância.

Pesquisa analisa ECA Digital e proteção de adolescentes

Uma das ações é resultado da tese de doutorado “Ciberbullying, ECA Digital e soberania regulatória: proteção de adolescentes na governança das plataformas digitais”, de Ana Carla de Oliveira Mello Costa Pinho, orientada pela Profa. Dra. Carla Montuori Fernandes. O trabalho foi defendido em 16 de junho de 2026 e investiga como a arquitetura das plataformas digitais pode contribuir para a disseminação e amplificação de práticas de violência contra crianças e adolescentes.

A pesquisa analisa mecanismos como algoritmos de recomendação, lógica de engajamento contínuo, anonimato relativo e rápida viralização de conteúdos, que podem potencializar situações de assédio, exposição indevida, discursos de ódio e ciberbullying.

O estudo também discute o papel do ECA Digital, destacando a ampliação da responsabilidade das plataformas e a necessidade de uma atuação conjunta entre Estado, empresas de tecnologia, escolas, famílias e sociedade.

Nesse contexto, a educação digital aparece como uma estratégia fundamental de prevenção. Mais do que ensinar o uso das tecnologias, é necessário desenvolver a capacidade de reconhecer situações de risco, compreender os impactos da exposição online, identificar desinformação e saber como agir diante de situações de violência.

Jogo do Beco leva discussão sobre bullying para a linguagem dos adolescentes

Também integra essa frente o Jogo do Beco, desenvolvido pela pesquisadora Elisa Grec Huertas no âmbito de sua pesquisa de doutorado em Comunicação na UNIP, sob orientação da Profa Dra. Carla Montuori Fernandes.

Voltado a participantes a partir de 10 anos, o jogo utiliza situações relacionadas ao bullying, cyberbullying e às relações entre pares para estimular diálogo, reflexão e participação. Por meio de cartas com perguntas, situações e possibilidades de resposta, os participantes são convidados a discutir comportamentos e formas de enfrentamento da violência.

A proposta utiliza o jogo como estratégia de literacia midiática, aproximando a discussão sobre bullying e violência digital da linguagem e das experiências dos próprios adolescentes.

A dinâmica também trabalha com a compreensão de que o bullying é um fenômeno coletivo, envolvendo não apenas quem pratica ou sofre a violência, mas também aqueles que presenciam, incentivam, compartilham, silenciam ou decidem intervir.

Curso gratuito será oferecido às escolas

Outra ação prevista pelo Observatório é a oferta de um curso de extensão gratuito para escolas, destinado à formação de professores, gestores e demais profissionais da educação.

Com duração estimada de cinco horas, o curso reunirá orientações sobre o ECA Digital, desinformação, segurança no ambiente online e crimes praticados com o uso de computadores e da internet.

A proposta é preparar os profissionais da educação para compreender as mudanças trazidas pelo novo cenário digital e regulatório e atuar de forma mais qualificada na prevenção e no enfrentamento de situações que envolvam crianças e adolescentes.

O conteúdo deverá abordar os direitos de crianças e adolescentes no ambiente digital, os riscos relacionados à exposição online, a identificação de situações de violência e desinformação e os caminhos de orientação e encaminhamento diante de situações que possam representar violações ou crimes.

A formação reforça ainda o papel das escolas na rede de proteção de crianças e adolescentes, ampliando a capacidade de professores e gestores para lidar com situações que fazem parte cada vez mais do cotidiano escolar.

“A proposta é contribuir para uma cultura de educação digital, pensamento crítico e proteção no ambiente online, aproximando universidade, escolas e sociedade diante de desafios que ultrapassam o campo da tecnologia e envolvem educação, comunicação, direitos e cidadania’, destaca Fernandes.

Sobre o Observatório de Desinformação e Intolerância

O Observatório de Desinformação e Intolerância é um projeto de pesquisa iniciado em junho de 2025, com financiamento do CNPq e vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Paulista (UNIP).

O projeto monitora e analisa a circulação de narrativas desinformativas, negacionistas e discursos de intolerância em plataformas digitais. A iniciativa tem como objetivos produzir conhecimento sobre esses fenômenos, construir um banco de dados unificado, contribuir para estratégias de letramento digital e subsidiar a formulação de políticas públicas de enfrentamento à desinformação e à intolerância. Coordenado pela Profa. Dra. Carla Montuori Fernandes, o Observatório reúne pesquisadores de diferentes instituições, em uma colaboração que envolve a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Federal de Lavras (UFLA).

Jornalista e fundadora do Potência Periférica, atua com comunicação periférica há mais de 11 anos, iniciou o trabalho em Paraisópolis com assessoria de imprensa e produção cultural.

Publicar comentário