Assistentes sociais seguem na linha de frente das periferias enquanto categoria debate valorização profissional
Profissionais atuam diretamente em escolas, CRAS, hospitais e comunidades marcadas pela vulnerabilidade social
No Dia do Assistente Social, celebrado em 15 de maio, o trabalho desses profissionais volta ao centro do debate público em meio às discussões sobre valorização da categoria e fortalecimento das políticas sociais no país.
Neste ano, um dos temas que ganhou destaque foi a aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, do projeto que prevê piso salarial nacional de R$ 5,5 mil para assistentes sociais com jornada de 30 horas semanais. A proposta ainda precisa avançar no Congresso Nacional.
Enquanto o debate político acontece em Brasília, nas periferias o trabalho da assistência social continua sendo parte essencial da rotina de milhares de famílias.
Profissionais atuam onde o impacto social é mais urgente
Assistentes sociais estão presentes em diferentes espaços públicos, como CRAS, escolas, hospitais, centros de acolhimento, unidades de saúde e projetos comunitários. São profissionais que acompanham situações de vulnerabilidade, violência doméstica, insegurança alimentar, desemprego e acesso a direitos básicos.
Nas periferias, onde grande parte da população enfrenta dificuldades relacionadas à renda e acesso a serviços públicos, a atuação desses trabalhadores costuma ser uma das principais pontes entre moradores e políticas sociais.
Além do atendimento individual, o trabalho também envolve orientação, encaminhamento e construção de redes de apoio dentro dos próprios territórios.
Categoria cobra valorização
A discussão sobre melhores salários e condições de trabalho ganhou força nos últimos meses. Entidades da categoria apontam que muitos profissionais enfrentam sobrecarga, baixos salários e falta de estrutura para atender a demanda crescente.
Segundo dados do Conselho Federal de Serviço Social, o Brasil possui mais de 220 mil assistentes sociais registrados, atuando principalmente nas áreas de saúde, assistência social e educação.
A proposta do piso salarial é vista por parte da categoria como uma tentativa de reconhecer a importância de um trabalho que se tornou ainda mais necessário diante do aumento das desigualdades sociais nos últimos anos.
Trabalho vai além do atendimento burocrático
Embora muitas vezes associado apenas ao atendimento em órgãos públicos, o trabalho do assistente social envolve escuta, acompanhamento e mediação de conflitos sociais complexos.
Em territórios periféricos, esses profissionais frequentemente lidam com situações que vão desde falta de moradia até dificuldade de acesso à alimentação e permanência escolar.
A atuação também ganhou mais visibilidade após a pandemia, período em que milhares de famílias passaram a depender de auxílios sociais e atendimentos emergenciais.
Realidade das periferias amplia desafios
O aumento do custo de vida, o desemprego e a informalidade continuam impactando diretamente a demanda por assistência social. Em muitos bairros periféricos, o número de famílias que procuram apoio para acesso a benefícios, alimentação e serviços básicos segue crescendo.
Nesse cenário, assistentes sociais continuam sendo uma das principais referências de acolhimento e orientação para moradores que enfrentam situações de vulnerabilidade diariamente.



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