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Blocos de periferia fortalecem cultura, identidade e economia no Carnaval de São Paulo

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Blocos de periferia

Blocos de periferia fortalecem cultura, identidade e economia no Carnaval de São Paulo

Levantamento reúne mais de 120 blocos nas quebradas da capital e mostra a força cultural e social do carnaval de rua fora do circuito tradicional

O Carnaval de São Paulo vai além dos grandes blocos que ocupam as avenidas centrais da cidade. Nas periferias, a festa ganha outros significados, reunindo cultura, identidade e protagonismo comunitário em desfiles que mobilizam bairros inteiros.

Um levantamento do coletivo Periferia em Movimento aponta a existência de 127 blocos de carnaval nas periferias paulistanas, espalhados por todas as regiões da cidade. Esses blocos, muitas vezes organizados por moradores, coletivos culturais e lideranças locais, reforçam a importância do carnaval como espaço de expressão e pertencimento.

Mais do que festa, os blocos de periferia também movimentam a economia local, gerando renda para ambulantes, artistas, costureiras, músicos e pequenos empreendedores. Ao mesmo tempo, funcionam como espaços de resistência cultural e valorização das narrativas das quebradas.

Agenda de blocos nas periferias

A programação se distribui ao longo dos dias de carnaval, com blocos que arrastam foliões em diferentes bairros.

No sábado (14), o destaque fica para o Bloco do Beco, no Jardim Ibirapuera, zona sul, e o Urubó, na Freguesia do Ó, zona norte.

No domingo (15), a programação se espalha pela cidade com blocos como o Bloco do Erco, no Jardim Herculano, e o Bloco do Litrão, no Jardim São Luís, ambos na zona sul. Na zona leste, o público encontra o Suave de Sapopemba e o Caramba do Caramba, no Itaim Paulista. Já na zona norte, desfilam o Guerreiros da Comunidade, no Jova Rural, e o Descachota Brasilândia.

A segunda-feira de carnaval é marcada por blocos de matriz afro, como o Afro Edi Santo, em Piraporinha, e o Filhas da Mãe África, em São Miguel Paulista, reforçando a presença da cultura afro-brasileira na festa.

Na terça-feira (17), o destaque é o Império do Morro, no Jardim Monte Azul, além dos blocos Diversidade, Unidade, Perus Folia e Valença de Perus, na zona noroeste. A programação inclui ainda a União da Vila Guarani, na zona sul, e o tradicional Bloco Família Sabota, na Vila Matilde, zona leste.

O encerramento acontece no dia 22, com o bloco União dos Bairros, no Parque Arariba, na zona sul, reunindo diferentes agremiações para fechar o ciclo do carnaval nas periferias.

Cultura que nasce do território

Os blocos de periferia carregam características próprias, conectadas ao território onde surgem. Além da música, que mistura samba, funk, axé e influências locais, os desfiles também trazem elementos de identidade, crítica social e celebração da cultura das comunidades.

Nesse contexto, o carnaval se transforma em um espaço de encontro e visibilidade, ampliando vozes que muitas vezes ficam fora dos grandes circuitos culturais da cidade.

Com mais de 12 anos de experiência em comunicação, é formada em jornalismo e carrega habilidade em diversas áreas, incluindo redação, mídias digitais, produção e cobertura de eventos, além de fundadora do LazCult. Apaixonada por escrever, explorar novos aprendizados, assistir a bons filmes ou seriados e ler livros que a façam viajar sem sair do lugar.

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