Assumir a Coordenação do G10 Favelas em São Paulo: um compromisso coletivo
No início deste ano, fui indicada para assumir a coordenação estadual do G10 Favelas São Paulo. Receber essa responsabilidade pelas mãos do fundador, Gilson Rodrigues, e do atual presidente, Fausto Filho, é para mim uma honra imensa, mas acima de tudo, um chamado ao compromisso com as comunidades que representamos.
Minha trajetória com o G10 não começou agora. Estou presente desde a sua fundação, em 2019, mas meu trabalho em comunicação em favelas vem desde 2013. De lá pra cá, vivi intensamente a missão de dar visibilidade às comunidades de forma positiva, sempre ressaltando as histórias reais de pessoas que transformam suas vidas e o território todos os dias.
O que me move é justamente isso: acreditar que a comunicação tem poder de transformação. Mostrar as potências, os talentos e os empreendedores da favela é fazer com que o Brasil e o mundo enxerguem não apenas as dificuldades, mas principalmente as soluções que nascem daqui.
Assumir a coordenação estadual do G10 em São Paulo significa ampliar ainda mais esse compromisso. Sei que o desafio é grande, mas acredito que somos mais fortes quando estamos juntos. Conto com o apoio de parceiros, lideranças locais, coordenadores e moradores para que possamos continuar avançando em projetos que impactem diretamente a vida das pessoas.
Minhas expectativas são de trabalhar com união, responsabilidade e escuta ativa, garantindo que o G10 Favelas siga sendo um espaço de diálogo, inovação e desenvolvimento social. Quero que cada ação, cada projeto e cada mobilização reflitam a força da favela organizada, mostrando que somos protagonistas do nosso próprio futuro.
Sei que não será fácil, mas acredito que estamos prontos. Afinal, quando falamos de favela, falamos de resistência, criatividade, solidariedade e, acima de tudo, esperança.
E é com essa esperança que inicio essa nova etapa, com o coração aberto e a certeza de que juntos, podemos transformar realidades e construir caminhos de oportunidades para milhares de pessoas.
— Fran Rodrigues, Coordenadora Estadual do G10 Favelas em São Paulo


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